Como fazer um orçamento familiar para otimizar despesas

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Patrícia Abreu

​Chega ao fim do mês e não sabe bem para onde foi o dinheiro? A prestação da casa, o supermercado, os transportes, e depois aquela lista interminável de pagamentos pequenos que nem se lembra de ter feito — é assim que o total das despesas se perde de vista.

Um orçamento familiar resolve isso. E não, não é sobre contar cêntimos ou cortar tudo o que gosta. É sobre perceber para onde vai realmente o seu dinheiro, para depois decidir com mais cabeça.

A boa notícia é que não precisa de grandes ferramentas para começar — e, se for cliente ActivoBank, ainda tem uma ajuda extra à mão: o FinCare, que organiza os seus movimentos por categorias diretamente na App.

O que é um orçamento familiar?

É simples: um plano que junta o que entra e o que sai de casa, todos os meses. Pode ser​ só seu, do casal, ou de toda a família.

Serve basicamente para responder a três perguntas:

  • Quanto dinheiro entra por mês?
  • Quanto se gasta, e em quê?
  • O que sobra para poupar ou para os objetivos que tem em mente?

Pode fazer isto numa folha de Excel, num caderno, numa app à parte, ou aproveitar o que o Banco já lhe dá. É o caso do FinCare, que organiza os movimentos da conta automaticamente e mostra, em gráfico, como o dinheiro se distribuiu ao longo do mês. Poupa o trabalho de andar a apontar tudo à mão.

O formato importa menos do que parece. O que interessa é ser fácil de consultar, fácil de atualizar e, sobretudo, realista. Um orçamento com valores demasiado apertados, ou que finge que certos gastos não existem, dura pouco.

Porque vale a pena organizar as despesas

Só o facto de saber para onde vai o dinheiro já muda a forma como decide. E os benefícios aparecem antes mesmo de cortar fosse o que fosse.

Ganha uma visão real das contas

Quando começa a registar o que entra e o que sai, deixa de andar a adivinhar. Sabe exatamente quanto gasta em comida, em casa, em transportes, em lazer, nas subscrições que se vão acumulando.

E aí é que aparecem as surpresas: aquele café todos os dias, aquela entrega ao fim de semana. Sozinhos não parecem nada, mas somados ao mês dão uma quantia que ninguém esperava. É aqui que o FinCare ajuda bastante: como já separa as despesas por categorias na App, dá para ver de imediato onde o dinheiro está mesmo a fugir, sem ter de cruzar extratos à mão.

Cria o hábito de poupar

Poupar fica mais fácil quando já tem um valor reservado no orçamento, em vez de esperar para ver "o que sobra", porque muitas vezes não sobra nada.

Não precisa de começar em grande. Uma transferência automática todos os meses, com um valor que consiga manter, já é o suficiente para criar o hábito.

Fica preparado para os imprevistos

Uma torneira que avaria, o carro que dá problema, uma ida ao médico não planeada. Qualquer coisa destas desequilibra as contas de um mês inteiro se não houver uma almofada financeira.

Não há um valor mágico para este fundo. O importante é começar, mesmo que pequeno, e ir reforçando com o tempo.

Alinhar prioridades com quem vive consigo

Se o orçamento é partilhado, todos precisam de saber quais são os objetivos e os limites. Falar sobre dinheiro em casa evita mal-entendidos, decisões contraditórias e aquela sensação de estar cada um a puxar para seu lado.

E é mais fácil chegar a acordo quando há um objetivo concreto em cima da mesa: uma viagem, pagar uma dívida, juntar para a entrada da casa.

Sete passos para montar o seu orçamento familiar

Não precisa de complicar. Comece com o que já tem e vá afinando pelo caminho.

1. Veja quanto entra, de facto

Some o valor líquido do salário e de outras fontes de rendimento regulares, só o que cai mesmo na conta, já depois de impostos e descontos.

Se o rendimento varia de mês para mês, use uma média dos últimos meses, e prefira pecar por defeito. Um plano montado em cima do melhor mês do ano costuma desiludir.

2. Levante todas as despesas

Vá aos movimentos dos últimos dois ou três meses: débitos diretos, transferências, cartão, dinheiro vivo, tudo.

Se for Cliente ActivoBank, este passo despacha-se depressa: o FinCare já tem os movimentos organizados por categoria, por isso não precisa de ir extrato a extrato a tentar perceber onde gastou o quê.

Vale a pena organizar por categorias, por exemplo:

  • Habitação
  • Alimentação
  • Água, eletricidade e comunicações
  • Transportes
  • Saúde
  • Educação
  • Seguros
  • Lazer
  • Subscrições
  • Créditos
  • Poupança

E não se esqueça dos pagamentos anuais, como Seguros, impostos, matrículas. Divida o valor por 12 para saber quanto deveria reservar todos os meses.

3. Separe o que é fixo do que varia

A renda ou a prestação da casa não mudam de um mês para o outro. Já o supermercado, a gasolina ou as saídas de fim de semana, sim.

É aqui que está a margem de manobra. Não vai renegociar a prestação amanhã, mas talvez consiga rever uma subscrição que já nem usa, ou planear melhor as idas ao supermercado. Ver as categorias já separadas no FinCare ajuda a perceber rapidamente o que se repete todos os meses e o que costuma variar.

4. Compare o que entra com o que sai

Rendimento menos despesas, simples assim.

Se sobra, decida já para onde vai essa diferença: poupança, um objetivo específico, ou os dois. Se falta, olhe para as categorias que têm alguma folga, sem mexer no que é essencial.

5. Ponha limites que consiga cumprir

Dê um valor mensal a cada categoria, mas calcule a partir dos gastos reais dos meses anteriores e não de números inventados. Os totais que o FinCare mostra por categoria são um bom ponto de partida para isto.

Gasta 300 euros por mês no supermercado? Cortar de repente para 150 não costuma resultar. Uma redução mais moderada tem muito mais hipóteses de se manter.

6. Automatize a poupança

Marque a transferência para o início do mês, assim que o ordenado entrar. Se depender de "ver o que sobra" no fim do mês, sabe como isto costuma acabar.

Mesmo um valor pequeno, feito todos os meses sem exceção, soma mais do que parece.

7. Reveja todos os meses

O orçamento não é para gravar em pedra. Os preços sobem, aparecem prioridades novas, e há meses com despesas próprias.

Reserve uns minutos no fim de cada mês para comparar o que planeou com o que realmente gastou. No FinCare essa revisão é rápida, porque as categorias e os totais já estão atualizados, não precisa de juntar nada à mão.

E se tiver de ajustar o plano, não é sinal de falhanço. É sinal de que está a torná-lo mais útil.

Erros comuns a evitar

Alguns hábitos tornam qualquer orçamento difícil de cumprir:

  • Esquecer os pagamentos anuais como Seguros, impostos e afins também têm de entrar nas contas;
  • Ignorar os gastos pequenos, que se acumulam sem dar por isso;
  • Definir cortes tão apertados que ninguém aguenta cumprir;
  • Não deixar espaço nenhum para lazer, porque um orçamento sem folga costuma ser abandonado;
  • Usar a poupança para pagar coisas que já sabia que vinham aí;
  • Fazer o orçamento sozinho quando devia ser partilhado com quem vive consigo;
  • Desistir de tudo por causa de um mês mau.

Uma dica que ajuda bastante: crie uma categoria só para despesas livres, sem culpa nenhuma associada. Assim tem sempre uma margem para gastar sem pôr em causa o resto do plano.

No fundo, é sobre ter mais escolha

Um orçamento familiar mostra-lhe quanto ganha, onde gasta e o que dá para melhorar. E com essa informação torna-se muito mais fácil controlar despesas, poupar com regularidade e preparar os objetivos que tem para o futuro.

Ferramentas como o FinCare, na App ActivoBank, ajudam precisamente nisto: ao organizar as despesas por categorias sem que tenha de fazer nada, poupam-lhe tempo em quase todos os passos deste guia.

Comece por olhar para os últimos meses, defina limites que façam sentido para si, e reveja o plano de vez em quando. Não precisa de acertar tudo à primeira, só precisa de um método que consiga manter.

Gerir o dinheiro pode ser mais simples do que parece. Se este artigo lhe foi útil, partilhe nas redes sociais e pode ser o empurrão que falta a alguém para começar o seu próprio orçamento.


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